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Amazonas não pode permanecer isolado”, afirma Comandante Dan sobre ação contra a BR-319

  • 15/05
  • Mobilidade do Amazonas

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) criticou nesta terça-feira (06/05), durante sessão plenária do Legislativo Estadual, a ação movida pelo Laboratório do Observatório do Clima contra a repavimentação da BR-319, rodovia federal que liga Manaus a Porto Velho. Para o parlamentar, a discussão ambiental em torno da estrada precisa considerar não apenas os impactos ecológicos, mas também os efeitos sociais, econômicos e estratégicos do isolamento do Amazonas.


A ação questiona aspectos do licenciamento e sustenta que a obra pode ampliar desmatamento e ocupações ilegais na região. Em contraponto, Comandante Dan afirmou que parte do debate nacional sobre a BR-319 desconsidera a realidade amazônica, especialmente durante períodos de seca severa, quando o estado enfrenta dificuldades logísticas no abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos.


“Nenhum outro estado brasileiro aceitaria ficar décadas sem ligação terrestre plena com o restante do país. A BR-319 deixou de ser apenas uma obra rodoviária. Hoje ela representa soberania, integração nacional, segurança logística e dignidade para milhões de amazonenses”, declarou o deputado.


Segundo o parlamentar, um dos principais equívocos no debate é tratar a rodovia como causa isolada da degradação ambiental. Ele argumenta que o desmatamento ilegal, a grilagem de terras, os ramais clandestinos e a presença do crime organizado já ocorrem na região mesmo sem a plena trafegabilidade da estrada.


“O vazio estatal não protege a Amazônia. Ao contrário: ele favorece facções criminosas, narcotráfico, garimpo ilegal e ocupações desordenadas. A ausência de infraestrutura não impediu a ilegalidade. O que precisamos é de presença permanente do Estado, fiscalização e desenvolvimento responsável”, afirmou.


Comandante Dan também criticou o que classificou como “ambientalismo de veto”, argumentando que a Amazônia é frequentemente submetida a um nível de judicialização e exigências que não são aplicados da mesma forma em outras regiões do país.


“A população amazônida não pode ser condenada ao isolamento eterno enquanto o restante do Brasil se desenvolve com infraestrutura. Defender a floresta é necessário, mas defender as pessoas que vivem nela também é”, reforçou.


O deputado destacou ainda que a BR-319 possui importância estratégica para o país, especialmente diante das estiagens históricas registradas nos últimos anos na região amazônica. Para ele, a rodovia deve ser tratada como infraestrutura de integração nacional e de segurança logística.


“As secas recentes mostraram o quanto o Amazonas está vulnerável. A dependência quase absoluta do modal fluvial expõe a população a crises humanitárias e econômicas. A BR-319 é uma necessidade estratégica do Brasil”, concluiu

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